domingo, 27 de dezembro de 2009

Nosso homem em Havana

Quando o inglês Jim Wormold, um homem abandonado pela mulher que mal consegue vender seus aspiradores em Cuba e sustentar a filha adolescente, recebe a missão de virar espião da M16, começa a imaginar que encontrou a solução dos seus problemas.

Inventando diversos agentes (em alguns casos, utilizando o nome de pessoas reais com as quais não mantém nenhum contato), ele cria plantas de fábricas (que nada mais são do que desenho de peças de aspirador) e envia falsos relatórios, criando assim uma gorda poupança para a filha.

Tudo muda quando um de seus falsos agentes é assassinado e sua própria vida passa a correr risco. Mas ao mesmo tempo que corre contra o tempo, experimenta após muitos anos a paixão por uma mulher.

Misturando comédia e espionagem, Graham Greene consegue em Nosso homem em Havana divertir e interessar o leitor da primeira a última página.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Manhattan – Louca e Desvairada

Composto de duas histórias, “Jogo de espelhos” e “Um herói em Nova York”, não é um livro para filosofar, pensar ou debater, é simplesmente para relaxar.

“Jogo de espelhos” conta à história de uma atriz em ascensão, otimista e de bem com a vida, que tem como obstáculos o direito a guarda do seu sobrinho e a conquista do coração de um homem decepcionado com o amor.

Em um “Um herói em Nova York” encontramos uma bancária divorciada que cria sozinha o seu filho. Ao se mudar, se depara com o vizinho, um criador de heróis de histórias em quadrinhos. O encanto do menino Radley pelo homem bonito e criativo, somado ao fato do garoto sonhar em ter um pai de verdade (pois pais de verdade não vão embora como o seu pai biológico) tornam a segunda história particularmente interessante, pois o que poderia ser um dramalhão mexicano é apenas um reflexo do comportamento de homens que abandonam suas famílias na vida real.

Não há lágrimas nos olhos do menino, apenas uma saudade que faz o leitor sentir vontade de abraça-lo, enquanto relaxa e se emociona com as histórias de Nora Roberts.

domingo, 13 de dezembro de 2009

Uma Vida Inventada

Com duas histórias ocorrendo em paralelo, é difícil saber o que é ficção e o que é autobiográfico no livro escrito por Maitê Proença. Se em um momento o narrador irá contar a história de uma menina que tem a vida totalmente alterada pelo fato do pai ter assassinado sua mãe, do outro, em primeira pessoa, a autora conta sobre diversas passagens de sua vida, citando a filha, familiares, amigos, amantes e aventuras.

Se o início é dramático, onde amor é ódio, e vida e morte são separados por uma linha tênue, no decorrer das páginas será possível identificar também alegria, ironia, maturidade e loucura. Levando a crer que se entregar a tudo o que a vida oferece, não significa acabar com as dúvidas. Nem que a beleza e a fama são garantias de um feliz para sempre.

Nesse momento, percebe-se que verdades e mentiras se misturam, podendo-se acreditar que tudo o que está descrito aconteceu, como imaginar que tudo não passa de um “Se” com “S” em maiúsculo mesmo.

Uma única coisa é certa, assim como quem lê, Maitê e suas personagens parecem estar na mesma busca diária: o dia de encontrar a si mesma.