Amei! E foi amor completo. Com direito a idealização, vivência e desconstrução do mito. O livro de estréia de Cláudia Tajes, “Dez (quase) amores”, trás em suas pouco mais de 100 páginas muito humor e irreverência. Narrando as aventuras – e desventuras – amorosas de Maria Ana, a autora consegue a simpatia dos leitores tanto pelas engraçadíssimas situações em que a personagem se encontra, como também pelo fato de estes enredos remeterem a pelo menos um capítulo da vida amorosa de qualquer mulher.
Os amores se passam em capítulos, um a um. Começa no namoradinho de infância e vai até o hilário mágico eslavo, que tem pouco de mágico e menos ainda de eslavo. Desfazendo todas as teorias que levariam qualquer mulher a crer que a protagonista de uma história de amor acabaria nos braços de um Don Juan, Tajes faz de Maria Ana uma mulher muito real. Tão real, que é impossível não ler o livro sem pensar que a autora está escrevendo algum tipo de biografia.
Página por página, é fácil ver as mulheres de carne, osso e cérebro se identificarem com o pavor de ter aparecido na televisão em seu pior ângulo, de encontrar aquele paquera no dia em que o cabelo não toma jeito, ou ainda, a frustração de não cumprir o juramento de nunca tomar para homem de sua vida alguém chamado Dejair.
Os processos? A primeira vista a identificação com o tema toma proporções de idolatria. Depois, a leitura leve pode deixar o leitor mais desconfiado com a impressão de que o livro é um pouco absurdo demais. Mas, como todo amor que se preze, ao final se percebe que a obra foi feita para se gostar assim mesmo, como a uma amiga: com simplicidade, sintonia, muita criatividade e um tremendo de um bom-humor.

Os amores se passam em capítulos, um a um. Começa no namoradinho de infância e vai até o hilário mágico eslavo, que tem pouco de mágico e menos ainda de eslavo. Desfazendo todas as teorias que levariam qualquer mulher a crer que a protagonista de uma história de amor acabaria nos braços de um Don Juan, Tajes faz de Maria Ana uma mulher muito real. Tão real, que é impossível não ler o livro sem pensar que a autora está escrevendo algum tipo de biografia.
Página por página, é fácil ver as mulheres de carne, osso e cérebro se identificarem com o pavor de ter aparecido na televisão em seu pior ângulo, de encontrar aquele paquera no dia em que o cabelo não toma jeito, ou ainda, a frustração de não cumprir o juramento de nunca tomar para homem de sua vida alguém chamado Dejair.
Os processos? A primeira vista a identificação com o tema toma proporções de idolatria. Depois, a leitura leve pode deixar o leitor mais desconfiado com a impressão de que o livro é um pouco absurdo demais. Mas, como todo amor que se preze, ao final se percebe que a obra foi feita para se gostar assim mesmo, como a uma amiga: com simplicidade, sintonia, muita criatividade e um tremendo de um bom-humor.
