Mostrando postagens com marcador Romance Romântico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Romance Romântico. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 13 de março de 2026

A hipótese do amor



Sinopse: Quando um relacionamento falso entre cientistas encontra a irresistível força da atração, as teorias de uma mulher sobre o amor, cuidadosamente calculadas, são postas à prova. Olive Smith, uma estudante de doutoramento em Biologia, não acredita em namoros duradouros. Após terminar o relacionamento com Jeremy, percebe que a sua melhor amiga, Anh, gosta dele e decide juntá-los. Para a convencer de que não se importa e de que está feliz e a namorar, Olive precisa de o provar, mas, pressionada, entra em pânico e resolve beijar o primeiro homem que vê: Adam Carlsen, um jovem professor de outro departamento. Olive acaba por ficar chocada ao perceber que este tirano do laboratório da Universidade de Stanford, conhecido por deixar os estudantes em lágrimas, aceita manter a farsa e fingir que é, realmente, seu namorado.



Para convencer sua melhor amiga Anh de que ela pode se relacionar com o seu ex-namorado, a cientista e doutoranda Olive Smith inventa que está em um relacionamento. Pressionada para apresentar o novo parceiro, ela acaba beijando o primeiro homem que aparece no corretor da universidade e assim acaba sendo vista por Anh.

O problema é que este homem é Adam Carlsen, um professor conhecido por tornar a vida dos doutorandos um verdadeiro inferno e depois de ser agarrado por Olive a lembra das regras sobre assédio.

Ela estava bem ciente de que se comprometer a encarar alguns anos trabalhando oitenta horas por semana, sendo mal paga e desvalorizada, talvez não fosse bom para sua saúde mental.


Mas após boatos de que o professor estaria analisando uma possível troca de universidade, Stanford opta por bloquear o seu financiamento de pesquisa. Gerando a Adam a necessidade de mostrar para a universidade que possui vínculos com o local e não está pensando em ir embora. E assim surge um acordo para que eles representem na frente de todos terem um relacionamento amoroso.

Proporcionando assim uma leitura que mescla risadas, romance e reflexões dos desafios que as mulheres ainda enfrentam, aqui representadas pela ciência e o mundo acadêmico.


A escrita de Ali Hazelwood

A autora italiana e doutora em neurociência utiliza o pseudônimo Ali Hazelwood para escrever romances protagonizado por mulheres que atuam em áreas STEM (ciências, tecnologia, engenharia e matemática).

Sua carreira na escrita começou com outro pseudônimo Ever so Halo, que ela utilizava para escrever fanfics com os personagens de Star Wars. A boa recepção destas histórias de fãs transformou as fics em romances publicados e um deles é justamente A hipótese do amor, que se tornou um fenômeno no TikTok.

Aquele beijo estava parecendo uma cabeçada meio desengonçada, e ela foi ficando ansiosa, achando que não ia conseguir levar a coisa toda adiante.


Seu estilo se caracteriza por comédias românticas em ambientes acadêmicos ou de pesquisa científica. Suas protagonistas são mulheres fortes que precisam superar o machismo e a desvalorização entre os pares de sexo oposto.

Ela se utiliza de alguns temas recorrentes, como "enemies to lovers" e namoros de mentirinha que acabam em relacionamentos românticos.

Era a única mulher na sala, basicamente sozinha num mar de homens brancos que já conversavam sobre barcos, qualquer jogo com bola que tinha passado na Tv na noite anterior e os melhores lugares para viajar de carro.


Sua escrita é bastante fluída e leve, com um ritmo que convida a virar mais uma página enquanto se envolve com as tensões e cenas um pouco mais apimentadas dos personagens. Com uma narrativa em terceira pessoa, o foco está todo na personagem principal Olive, incluindo os seus pensamentos.


O que eu achei de A hipótese do amor

Encontrei a indicação do livro por acaso, como uma leitura leve para distrair a cabeça. Como havia lido uma sequência de livros mais reflexivos e tensos, acabei comprando A hipótese do amor para realmente relaxar.

E sim, o livro é leve, com aqueles clichês de comédia romântica que eu adoro, em uma escrita que realmente me envolveu, já que o término de um capítulo já me despertava a vontade de ler o próximo.

Havia algo especial no jeito com que ele falava. Talvez fosse um sotaque, talvez apenas uma característica de sua voz.


Como uma profissional da área de tecnologia, onde não raro convivo mais com colegas do sexo masculino do que com o do feminino, não foi difícil lembrar de algumas situações de quando iniciei na profissão, em que a capacidade das mulheres ainda levantava dúvidas e sobrancelhas. Algo que felizmente tenho me deparado cada vez menos, embora saiba que a luta não só pelo espaço profissional, mas também de locais livres de assédio indesejado está longe de terminar.

E essa é uma reflexão interessante no livro, as dúvidas, a necessidade de se superar, o medo de ser uma impostora apresentados pela protagonista Olive Smith é ainda muito recorrente entre as mulheres. Pois existe uma autocobrança forte onde não basta ser boa, precisamos sempre sermos ótimas em tudo o que nos propomos, o que gera um stress maior.

Precisava de um laboratório melhor se quisesse produzir conhecimento científico decente. Equipamentos melhores. Reagentes melhores. Culturas de bactérias melhores. Tudo melhor.


Pois estamos sempre precisando provar que temos capacidade de estar ali, que temos direito a ocupar aquele espaço, que merecemos ser reconhecidas pelo nosso desempenho.

Mostrando que mesmo na leveza é possível gerar reflexões importantes, principalmente em um mês que temos o Dia Internacional da Mulher, onde o 8 de março nos lembra do que já conquistamos e de tudo o que ainda precisamos lutar para abranger ainda mais mulheres.

Porque nem por milhões de dólares em fundos de pesquisa valeria a pena ter uma garota aleatória que você nem conhece direito sentada no seu colo no auditório mais lotado da história dos auditórios lotados.


Sobre o par romântico. o Dr. Adam Carlsen não foge do estereótipo de gatão, e apesar da postura inicialmente fechada, foi me conquistando junto com a Olive, tornando um casal fácil de torcer para um happy end.

Também há amizade com Anh e Malcolm, amigos leais que apoiam Olive. Sendo Anh a responsável direta por colocar Olive nas situações mais diversas e, mais importante, ser a causa do início do falso namoro. A interação entre os personagens é muito legal e divertida, trazendo aqueles pequenos grandes dramas e histórias engraçadas que se vive durante o período acadêmico.

Só sei que você sabe não ser um babaca e não entendo por que é tão diferente comigo.


No geral adorei a leitura, mas confesso que apesar de adorar a escrita, não me aventurei a comprar outro livro da autora, com medo de encontrar mais do mesmo. Então se alguém já leu outro título e achar que vale a pena, pode me recomendar aqui nos comentários.

E eu deixo de dica A hipótese do amor, lembrando que é um livro 18+ devido a descrição de dois capítulos do livro, que pode conquistar os corações de quem adora um romance fofo, curte mulheres fortes em histórias leves ou quem quer um vira página para relaxar.


A hipótese do amor
The Love Hypothesis
Ali Hazelwood
Tradução: Thaís Britto
2022 - 336 páginas
Publicado originalmente em 2021


terça-feira, 1 de março de 2022

Na estrada com o ex



Sinopse: Dylan e Addie se apaixonaram há alguns verões, sob o sol da Provença, na França. Quase dois anos atrás, porém, o relacionamento acabou, e eles pararam de se falar. Às vésperas do casamento de uma amiga em comum, os caminhos dos dois se cruzam novamente. Ou melhor, colidem. Quando, logo no início da viagem para a festa, o carro em que Dylan vai com um amigo bate no que Addie está com a irmã e um sujeito que pediu para ir junto, os planos mudam. Addie se vê obrigada a oferecer carona para a dupla, e, espremidos no carrinho, os cinco retomam a jornada. Com muitos imprevistos no trajeto e seiscentos quilômetros pela frente, Dylan e Addie serão forçados a confrontar as escolhas que os separaram e refletir se ter colocado um ponto-final no relacionamento foi a melhor decisão.

O clube de assinatura da intrínsecos encerrou o ano de 2021 com o novo livro de Beth O'leary chamado Na estrada com o ex. De mimo veio um livro do Neil Gaiman e decorações para a árvore de natal com citações dos livros enviados no ano de 2021, ao qual achei muito fofo.

Dylan está dirigindo a Mercedes do pai do seu amigo Marcus para irem em um casamento quando reconhece a motorista do Mini a sua frente, o que o impede de evitar uma colisão com o outro carro, onde estão sua ex Addie, a irmã e um colega da noiva Cherry, pois eles também vão ao mesmo casamento.


A estrada da amizade nunca flui suavemente, escute o que estou dizendo.


Ironicamente o Mini é o carro que sobrevive a batida, e com a Mercedes sendo rebocada para conserto, cabe a boa educação superar as mágoas e apertar os cinco passageiros dentro do carro e assim trazer todas as lembranças do passado.

Passado em comum que começa no sul da França, quando Addie está de caseira da casa de campo de Cherry, a noiva que os uniu. Entre os hóspedes que vem e vão, um dia no lugar de uma família inteira quem chega é o jovem Dylan.


Ele é tão familiar que, por um momento, tenho a sensação de estar olhando para o meu próprio reflexo.


O que começa com um papo, rapidamente evolui para o beijo até chegar a declarações de amor. Só que a diferença dos dois vai além do dinheiro. Enquanto ela já definiu o que deseja para o futuro, ele ainda se encontra perdido, sem coragem de enfrentar a própria família. 

Só que este amor não termina bem, e agora após dois anos do término eles se reencontram em um espaço apertado em um longo caminho pela frente, tendo muito mais a dizer um ao outro do que pensavam.


Os personagens


Tem famílias e personalidades para todos os gostos em Na estrada com o ex, e como o núcleo é pequeno, assim como o tamanho do carro, eles se revelam em seus diálogos e brigas ao longo do caminho.

Dylan é o cara que faz o tipo rapaz bonzinho, sempre atento, disposto a ajudar, no passado ele demonstra ser bastante inseguro e facilmente influenciável. Possui um grande medo de seu pai, um homem preconceituoso que deserdou o filho mais velho quando este se assumiu homossexual e agora cobra a escolha de uma carreira aceitável do filho mais novo.


Estou o quê? O que eu estou? Uma bagunça.


Adeline, chamada pelo apelido de Addie, é uma jovem que escolheu ser professora por profissão, vem de uma família bastante equilibrada e amorosa, que apoia tanto ela quanto sua meia-irmã Deb. O que as fez se tornarem mulheres bastante independentes e conscientes de suas escolhas.

Marcus é o amigo inconveniente de Dylan, como outros do ciclo de amizade dos dois, é rico, gasta horrores de dinheiro em bebida e drogas, além de ter uma vida sexual bastante ativa com diferentes parceiros. A questão aqui é que ele seria um amigo de infância do personagem principal, mas suas ações nos deixam em dúvida se ele é apaixonado por Addie ou Dylan, ou se vive em constante competição com Dylan por uma inveja inexplicável. O que torna o tipo de amigo do amigo insuportável de aturar.


É como se... houvesse uma música de fundo tocando, ou como se a saturação das cores estivesse mais forte.


Deb que também está no carro e também estava na França no início de tudo, foi quem segurou a barra durante a separação da irmã e agora sai pela primeira vez para uma festa após abraçar uma maternidade independente. É ela que garante boas risadas na história junto com Rodney.

Rodney é aquele cara da música dos Paralamas do Sucesso "entrei de gaiato no navio..." que em um grupo entre os convidados para o casamento consegue carona com as duas irmãs e se vê em uma viagem muito maluca.


Ela é como uma ninfa das águas, com o cabelo escuro e molhado e os olhos azuis feito um rio.


Cherry é a noiva amiga de todos que liga de tempos em tempos desesperada para as irmãs querendo saber quando é que elas vão chegar, tão apavorada com coisas bobas que até surpreende os que a conhecem de longa data.


A escrita de Beth O'leary


Utilizando a narrativa em terceira pessoa, Beth O'leary utiliza o mesmo recurso que eu havia visto em A Troca: dois narradores contando os seus pontos de vista, com a diferença que temos um antes e depois.

Com isso o leitor vai descobrindo os motivos de cada reação ou palavra no agora ao ser transportado para o antes e entender como os personagens viveram a situação ou lembrança que vem a toma através de diálogos ou pensamentos. 


Algum dia vai aceitar uma única coisa boa que eu digo sobre você?


Ao mesmo tempo que acompanhamos as mudanças de cada um, suas evoluções e novos comportamentos em relação as situações encontradas, o que pode ser surpreendente após dois anos de afastamento.

E assim como em A Troca, há um grupo para colocar os dois personagens principais em diferentes situações, embora no Antes a história logo de início acaba sendo muito mais focada no relacionamento físico de Dylan e Addie.


O que eu achei...


Eu amei A Troca, então estava dando pulos de alegria quando vi que receberia outro título da autora no final do ano. Mas as vezes criar muita expectativa não é bom, e confesso que me decepcionei com Na estrada com o ex.

Achei o começo bem chato, talvez a palavra correta seja arrastado, sendo que quando faltava cerca de um terço para finalizar a história deu uma melhorada com o acréscimo de cenas mais engraçadas e maior dinâmica nos capítulos, com os desenlaces finais.


Explica muito sobre várias atitudes irracionais cometidas ao longo da história: todo homem que já foi à guerra deve ter gostado muito de alguém.


O curioso é que a narrativa trouxe vários assuntos bem interessantes que poderiam ser abordados além da superfície, e mesmo de forma leve, ter tornado o livro muito mais envolvente, como questões de confiança em um casal, o preconceito hipócrita que vem de dentro da família, desvios psicológicos que precisam ser tratados e o desejo de maternidade.

Só que eles não foram desenvolvidos, ficando apenas fragmentos a serem explorados enquanto eram disponibilizadas muito mais páginas para as cenas quentes dos personagens principais.


Para ser verdadeiro consigo mesmo, antes de mias nada é preciso ter uma noção clara de quem se é.


Mas sim, posso estar sendo chata, e meu espírito não estar no ritmo de leveza ou obviedade que a escritora propôs. Então como sempre, deixo a dica literária, principalmente para quem gosta de um romance romântico bem leve, pois com certeza pode ganhar o seu coração e ainda garantir aquela torcida pelo happy end da última página.  


Na estrada com o ex
The road trip
Beth O'leary
Tradução: Ana Rodrigues
Intrínseca
2021 - 416 páginas

Esta resenha não é patrocinada, a assinatura do clube citado é pago integralmente pela autora.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Manhattan – Louca e Desvairada


Sinopse Jogos de Espelhos: A grande chance na carreira de Ariel Kirkwood aparece quando o escritor Booth DeWitt a escolhe para interpretar o papel de Elizabeth Hunter, a cruel ex-esposa dele. E Ariel queria mais do que ser atriz principal de um filme autobiográfico de Booth. Mas será que conseguiria convencê-lo de que ela era uma mulher real?

Ariel é uma atriz em ascensão, há cinco anos ela interpreta a mesma personagem de uma popular novela diurna. Aos 25 anos de idade, é uma jovem mulher otimista e de bem com a vida, que acredita no melhor das pessoas.

Mas isso não quer dizer que ela não tenha problemas, afinal, estamos falando de um romance de Nora Roberts. 

Alguma atriz algum dia é ela mesma?

De início Ariel nunca foi apaixonada por ninguém, ela ainda espera encontrar alguém que lhe faça os joelhos tremerem. o que ela encontra no diretor Booth De Witt, um diretor de cinema que busca a atriz perfeita para fazer o papel de sua ex-esposa. 

A escolha do tema foi a terapia de Booth, ao transferir toda a sua raiva para as palavras, ele desiste de jogar tudo na gaveta e se expor em nome do que considera a sua melhor obra. E ao ver Ariel representar tão perfeitamente a causadora de toda a dor, será atingindo por sentimentos conflitantes.

Bastava-lhe ver seu sorriso, ouvir sua risada, ouvi-la falar sobre algo que não necessariamente fizesse sentido.

Em paralelo ao novo relacionamento ela tem o desafio de enfrentar os avós maternos de seu sobrinho, ao qual deseja adotar por acreditar que ele não é feliz. 

Sinopse Um Herói em Nova York: A especialidade de Mitch Dempsey era criar super-heróis, não exatamente ser um deles. Mas havia algo na tímida Hester Wallace e em Radley, seu filho de nove anos, que despertava em Mitch o desejo de protegê-los, honrá-los e amá-los para sempre.

Hester e Radley acabaram de se mudar, o garoto, fã de quadrinhos, se prepara para ser a novidade no bairro e na escola entre os mais jovens. O menino não gosta que a mãe se sinta infeliz pelo seu pai ter ido embora.

Hester vive as aflições de uma mãe em criar um filho, com o adicional de não ter com quem dividir as suas preocupações e decisões.

Ele não precisava mesmo de um pai, porque tinha ela.

Enquanto isso o seu vizinho Mitch Dempsey precisa de ideias para suas novas histórias, é quanto o erro do entregador de pizza lhe dá a oportunidade de conhecer de perto a sua vizinha. Se Hester é toda fechada neste primeiro encontro, enquanto Radley vai a felicidade pura ao conhecer o criador de seu personagem em quadrinhos favorito.

O encanto do menino Radley pelo homem bonito e criativo, somado ao fato do garoto sonhar em ter um pai de verdade - pois pais de verdade não vão embora como o seu pai biológico -, tornam a segunda história particularmente interessante, pois o que poderia ser um dramalhão mexicano é apenas um reflexo do comportamento de homens que abandonam suas famílias na vida real. 

Às vezes é melhor não cavar fundo demais quando na verdade não se quer saber.

Não há lágrimas nos olhos do menino, apenas uma saudade que faz o leitor sentir vontade de abraça-lo, enquanto relaxa e se emociona com as histórias de Nora Roberts.

As duas histórias se utilizam da narrativa em terceira pessoa e exploram o romântico, ficando centralizada no casal principal e poucos secundários. Não é um livro para filosofar, pensar ou debater, mas para relaxar e se deixar levar pelos personagens.

Afinal, uma leitura leve também é sempre bom para nos tirar do stress do dia-a-dia.

Manhattan - Louca e Desvairada
Truly, Madly, Manhattan
Nora Roberts
Tradução: Alda Porto
Harlequin Books
1985 - 444 páginas
Onde comprar: Amazon

domingo, 26 de abril de 2009

Renegado


Sinopse: O chefe de polícia Cash Grier leva a sério a sua missão: manter a lei e a ordem nas ruas de Jacobsville, mesmo que para isso tenha de enfrentar políticos influentes e corruptos. Desde cedo, Cash teve de aprender que nada, nem ninguém, deve ser avaliado apenas pela aparência. E quando se trata da encantadora Tippy Moore, o cuidado é redobrado. Apesar da vida glamorosa como modelo e atriz, Tippy tem traumas profundos, além de ser insegura em relação aos homens. Quando Cash começa a acreditar que Tippy pode ser a mulher com quem sempre sonhou, um terrível acontecimento o torna novamente um homem descrente e amargo. Mas ele é desafiado pelo destino para reavaliar seus sentimentos... e salvar o verdadeiro amor de sua vida. Com enredo inteligente, muita ação e personagens inesquecíveis, Diana Palmer hipnotiza os leitores ao contar uma história que captura a essência do romance, por meio de diálogos inteligentes, personagens fascinantes e fortes emoções. 

Esse livro é a história de amor entre o ex-merceário e atual chefe de polícia da cidade de Jacobsville, Cash Grier, e da modelo/atriz Tippy Moore, jovem que foi estuprada pelo padrasto e que pagou cinqüenta mil dólares para ter a guarda do irmão mais novo. 

O ponto inicial é o encontro dos dois na época de natal. Onde Tippy seduz Cash e engravida. Cash retorna ao Texas e Tippy, as filmagens de um filme. Em uma cena, ela cai e perde o filho. Cash só fica sabendo da gravidez pelos tabloides sensacionalistas, e passa a odiar a ex-amante, achando que o abordo foi proposital, já que sua ex-esposa já havia tirado um filho seu. 

Um homem alto, bonitão, fardado como chefe de policia, entrou no saguão no exato momento em que ela chegou á porta.

O padrasto de Tippy sequestra o seu irmão, sem dinheiro, essa pede ajuda a Cash que se nega ouvi-la. Sua única saída para salvar o irmão é trocar de lugar com ele. Solto, o irmão consegue avisar Cash, que salva a mocinha, mas ela está bastante ferida e magoada. 

Achou que estava no fim? Não. O detalhe é que já temos todo esse dramalhão e não estamos nem na metade do livro. Renegado se puxa nas tragédias, mas possui vários fios soltos. Percebe-se que existem histórias anteriores, mas na página dois não são listados livros publicados anteriormente pela escritora, e sim outras obras da editora. 

Não posso passar sem açúcar. Penso que é um dos quatro principais grupos de alimentos, junto com chocolate, sorvete e pizza. 

Aliás, na página dois encontram-se os primeiros problemas de ortografia e descuido com o livro (que pode chegar a custar mais de quarenta reais) onde o romance Volta ao Lar vira Vota ao Lar. Quando aos fios soltos, é necessário investigar os romances de banca, pois Renegado pertence a uma série chamada “Homens do Texas”, publicadas pela própria editora nesse segmento. 

O que ocorreu é que várias leitoras, fãs dos romances de Diana Palmer, enviaram inúmeros pedidos solicitando a história de Cash Grier (que aparecia em diversas histórias da série) e a editora Harlequin Books aproveitou o filão e lançou como best-seller em livrarias, só que esqueceu de colocar um aviso para os outros leitores que não a acompanhavam. 

Não se deixa uma pessoa que está sofrendo, nem se vira as costas para alguém por causa do que ele fez um dia.

Renegado pode ser uma excelente opção para quem curte um dramalhão mexicano e está disposto a procurar os demais livros da série para entender que tipo de paixão Crash teve por outra personagem, ou o que Tippy aprontou na primeira vez que esteve em Jacobsville, caso contrário, a leitura pode não ser tão agradável quanto a sinopse indica.

Renegado
Renegade
Diana Palmer
Tradução: Cristina Vaz de Carvalho
Harlequin Books
2004 - 333 páginas