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Livros que amo, livros que aturo, livros que detesto, livros pelo qual me apaixono, livros que trazem memórias, livros terapeutas, livros que irei esquecer. Livros que entraram em minha vida e agora deixo resenhados por aqui.
quinta-feira, 16 de dezembro de 2010
Queridos amigos do Blog
domingo, 12 de dezembro de 2010
Pantaleón e as Visitadoras
Para controlar essas mulheres e dar ordem ao novo serviço, foi chamado o capitão Pantaleón Pantoja, um homem casado, fiel, livre de vícios, seguidor de regras e dedicado de corpo e alma para o exército.
Mas a transferência de Pantoja e sua família para Iquitos é cheia de surpresas, começando pelo fato que ele deve esconder que é um militar – visto a delicadeza e a não aceitação da sua missão pelo comandante da região – e as mentiras que precisa administrar nas conversas com a esposa e com a mãe.
Em paralelo a criação e expansão do serviço de visitadoras está o surgimento de uma nova seita chamada “Irmãos da Arca”, cujas ações polêmicas e extremistas começam com a crucificação de insetos e pequenos animais.
Utilizando diálogos em paralelo, cuja atenção é requerida ao leitor para que não se confunda quem está conversando com quem, Mario Vargas Llosa diverte com suas ironias ao utilizar a estrutura rígida do exército para descrever situações surreais.
Riso garantido com os ofícios e os cálculos estatísticos de Pantoja sobre o tempo e a quantidade de atendimento a soldados que cada visitadora pode realizar, assim como as reclamações de quem não é contemplado pelo serviço.
Leitura mais do que recomendada para quem gosta de unir uma boa história com risadas.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010
A Revolução dos Bichos
O enredo é basicamente este: Os bichos da Granja do Solar se rebelam contra a exploração humana e decidem tomar posse da fazenda. Em pouco tempo, os porcos tomam a liderança do grupo e passam a ter atitudes muito semelhantes à dos humanos que repudiavam. Mostrando todas as faces do poder, os porcos passam a defender seus interesses com assassinatos, distorções da realidade e slogans que visam manter o controle – como o que diz “Quatro pernas bom, duas pernas ruim”,ou o audacioso “Todos os bichos são iguais, mas alguns bichos são mais iguais que outros”.
Na edição de 2007 da Companhia das Letras, a fábula se encerra na página 112, mas segue até a página 147 com o posfácio de Christopher Hitchens e apêndices com os prefácios da edição inglesa de 1945 e ucraniana de 1947.É possível apreciar a obra sem conhecer os fatos históricos que a originaram, mas seria desperdício intelectual ignorar os textos que a seguem. Através desta leitura, é possível mergulhar nas intenções do autor e em suas lutas. Apreciar os detalhes narrados por ele sobre a realidade de sua época, especialmente o que diz respeito à sua obra e a liberdade de imprensa.
Pela ousadia, humor e habilidade narrativa do autor, é um livro obrigatório para quem gosta de literatura. E, certamente, é uma porta de entrada para aqueles que querem saber mais sobre os acontecimentos histórico-culturais envolvidos diretamente com a obra.
domingo, 28 de novembro de 2010
Dançando no Ar
Pulando para 2003, Helen Remington escolhe a ilha das Três Irmãs para se esconder do marido psicopata, recomeçando sua vida com o nome de Nell Channing.
Como todos os livros de Nora Roberts é possível se deparar com o casal que será feliz para sempre, dramas domésticos e amizades. Mas apesar de parecer lugar comum, “Dançando no Ar” faz o leitor devorar o livro.
Os elementos da magia, como a evocação das herdeiras das bruxas, tornam a leitura deliciosamente agradável, e mesmo sabendo o final, é impossível não torcer pelos personagens e na busca de Nell em encontrar sua coragem e quebrar uma antiga maldição.

terça-feira, 23 de novembro de 2010
Os Espiões
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
Linha D’Água – Entre Estaleiros e Homens do Mar
O que encontrei foi uma história de paixão pelo mar, pelos veleiros, pela aventura, pelos amigos e pela família. Amyr Klink é um homem que luta pelas suas paixões. E o livro é isso, a narração de uma parte da sua história: simples, clara, direta e emocionante.
Narrado em primeira pessoa, ele nos conta, como se estivesse sentado no sofá da sala toda a concepção do veleiro Paratii 2. E isso inclui idéias, busca por material, brigas, equipe, viagens para outros países, aventuras com outros veleiros, além de alguns puxões de orelha na política brasileira.
Como bônus, fotos de Paraty (cidade), do veleiro Paratii2, dos lugares pelos quais ele e sua tripulação passaram, além os desenhos que tornaram um sonho realidade.
No final, chamado de lado B, temos o texto de Marina Bandeira Klink, que expõe toda a sua preocupação, apoio e memórias de uma esposa cujo marido passa mais longe do que perto. O que poderia ser uma narrativa triste ou ciumenta é o relato de um casamento de companheirismo, onde um está ao lado do outro, independente da distância que os separam.
Uma leitura que serve tanto para diversão quanto para reflexão sobre se lutamos pelo que realmente sonhamos.

domingo, 7 de novembro de 2010
No Caminho de Swann
A frase de Swann, pra mim, traduz os sentimentos e sensações que tive durante a leitura, que basicamente se dividiu entre tédio e encanto. Um retrato da ansiedade e obsessão humana: “No Caminho de Swann” os personagens parecem viver este ciclo permanentemente, seja através do homem cujo nome é evocado logo no título, seja pelo narrador, um menino-homem-velho, que mistura os seus pequenos dramas as histórias que conta.
Primeiro livro de uma série de sete, este é considerado o mais biográfico de Marcel Proust, onde locais, lembranças e a sua própria saúde frágil na infância são citados pelo narrador, um menino que necessita de cuidados e passa suas férias em uma aldeia, onde dilemas como um beijo maternal de boa-noite e uma menina o agitam mais do que o normal.
Dividido em três partes, a história trás diferentes personalidades, onde diferentes tipos de moral, fidelidade e amizade são descritos por figuras ora refinadas, ora misteriosas, ora escandalosas. Como não poderia deixar de ser, envolvidas pelo amor (seja materno, carnal ou platônico) e naturalmente, pelo preconceito.
Um retrato peculiar da sociedade burguesa, onde mesmo a diferença de tempo nos permite observar algumas origens do comportamento atual da humanidade e até mesmo analisar nossas opiniões frente aos comportamentos representados.

domingo, 31 de outubro de 2010
Eu sei que vou te amar
O leitor irá encontrar um momento na vida de dois personagens. Não existe mais ninguém em cena. É possível ver as palavras que trocam e os seus pensamentos, mas não é possível vislumbrar o que realmente aconteceu ao casal, apenas que eles se separaram, guardam mágoas e uma obsessão um pelo outro.
Se em alguns momentos o homem parece um calhorda, em outro ela parece perdida, e num terceiro momento pode-se achar que ambos são loucos.
A história é fácil e rápida de se ler, com algumas ironias em relação ao Brasil, essa DR chega a ser divertida (não tendo a chatice da convencional), mas “Eu sei que vou te amar” é apenas um dia, onde não se sabe o amanhã.

domingo, 24 de outubro de 2010
Fadas no Divã
Como não tenho habilitação na área de psicanálise, me atrevo comentar como sendo uma leitora voraz, iniciada no mundo das letras por alguns dos seres mágicos citados.
Dividido em duas partes: histórias clássicas e histórias contemporâneas, “Fadas no Divã” me trouxe de bônus uma correnteza de lembranças, reflexões e observações.
Nas histórias clássicas é possível conhecer a versão estendida de famosos contos de fadas (que foram “censurados” antes de virarem histórias infantis) e outras histórias igualmente interessantes, mas não conhecidas (pelo menos por mim).
Confesso que algumas observações me geraram uma certa contrariedade, pois me parecem suposições do que cada coisa pode simbolizar. Mas talvez nem os autores originais tenham pensado nisso, pois nas versões estendidas, verifica-se que temas como sexo, violência e vingança não são escondidos.
Já nas histórias contemporâneas as observações me pareceram mais palpáveis, pois refletem muito do comportamento da nossa sociedade atual.
Uma das análises que atraíram a minha atenção foi do Eeyore, o burrinho roxo e meu personagem favorito da turma do ursinho Pooh. Eeyore é definido como melancólico, alguém que tem um eterno desencontro entre suas necessidades.
Nesta segunda parte também encontramos a turma da Mônica, Harry Potter e os encantadores Mafalda, Calvin e Harold, estes últimos sendo descritos como adultos-crianças.
Para finalizar, uma história criada pela família Corso sobre Vampi, o vampiro vegetariano, onde Mário Corso revela que a história foi criada sem nenhuma intenção (o que me fez recordar a minha opinião um tanto crítica sobre a análise de contos antigos), mas que depois eles descobriram muitas coisas pessoais, entre elas, seus conflitos.
Eu poderia escrever horas sobre “Fadas no Divã”, mas apenas lendo para saber que reações e descobertas cada leitor irá ter. Pois mais do que uma psicanálise das histórias infantis, o livro é como um olho externo analisando o ser humano.

domingo, 17 de outubro de 2010
O Caso Morel
Se em um momento acompanhamos a vida sexual um tanto apimentada de Morel, por outro nos deparamos com as diferentes pessoas com quem conviveu, onde partes da sua infância se misturam a eventos de um passado recente.
Quando Vilela se interessa pela mulher assassinada, razão da prisão do artista, o livro passa a ter um novo narrador, e o leitor pode entrar na mente da vítima.
No intervalo dessas duas narrativas está a vida do próprio Vilela, que começa a se ver como um espelho de Morel conforme vai se identificando com o homem descrito nas páginas recebidas.
Instigante, “O Caso Morel”, de Rubem Fonseca, não perde o pique com as trocas de narrativa e atiça a curiosidade do leitor, ao mesmo tempo em que provoca uma análise dos comportamentos apresentados.
Relações extremas, liberdade, pais e filhos, “O Caso Morel” proporciona uma visão direta e seca que lhe valeu a censura do regime militar em 1973. Características que o tornam muito atual, com a diferença de que se antes os comportamentos descritos eram sinônimos de escândalos, hoje são banalizados nas revistas de fofocas.

domingo, 10 de outubro de 2010
Ousadia de Verão
De forma simples e comovente, tendo a pitada de um pequeno mistério, “Ousadia de Verão” lembra ao leitor que basta estar vivo para correr atrás do que se realmente quer.
Com uma narrativa fácil e rápida, Barbara Delinsky consegue mostrar a relação de uma mulher com ela mesma, no caso de Julia, alguém que sempre se doou aos outros e precisa administrar o sentimento de culpa ao se colocar em primeiro lugar.
Da mesma forma a autora lida com delicadeza ao mostrar em Noah o desejo de ter um maior contato com o filho e superar sentimentos esquecidos.
Uma história com cheiro de mar, sorrisos e lágrimas para ser degustada sem restrições.

domingo, 3 de outubro de 2010
Trópico de Câncer
A total falta de respeito pela figura feminina é gritante em suas histórias, assim como o desleixo e a total falta de pudor.
Entre as suas desventuras é possível conhecer o lado menos charmoso de Paris, o que importa é ter um lugar para encostar a cabeça e dormir,e claro, encher a barriga.
Mas por mais nojo ou desprezo que eu tenha sentido pelo autor em alguns momentos durante a leitura, "Trópico de Câncer" não deixa de te prender. Algumas de suas reflexões te fazem viajar e até entender a sua mente ansiosa, o que não significa em concordar com todas as suas atitudes.

domingo, 26 de setembro de 2010
Entrega Especial
A descrição de Jack me remeteu a imagem de José Mayer (o coroa enxuto que pega todas) e Amanda , como boa Helena, que passa por diversas situações (e conflitos familiares) até ter o seu final feliz.
Tirando as comparações, “Entrega Especial” parece o resumo de uma história maior, devido à superficialidade com que é apresentada.
Danielle Steel não me permitiu ter intimidade ou simpatia por seus personagens: criaturas ricas, egoístas e frias que vivem como se estivessem dentro de uma revista.

domingo, 19 de setembro de 2010
O Velho e o Mar
Na jornada de ida e volta existe a dor física representada pelas mãos, a dor mental por ter que suportar a fadiga e a dor psicológica no meio de tantos “se’s”.
Santiago é um velho pescador que se sente abandonado pela sorte, mas não pela força de viver. Durante os dias em que é levado mar adentro pelo maior peixe que já viu, inevitavelmente ele começa a querer coisas ou pensar no que deveria ter feito, seguido da constatação de que agora nada pode fazer além de lutar com os obstáculos que surgem.
Uma batalha interna enfrentada por todos é o tema que torna “O Velho e o Mar”, romance de Ernest Hemingway, um livro gostoso de ler e que nos faz refletir página por página sobre nossas ações e até a nossa coragem.

domingo, 12 de setembro de 2010
O Legado da Perda
Com um título que deixa bem claro ao leitor o que irá encontrar, Kiran Desai mostra as reações humanas perante fatos que desmoralizam os personagens.
A saudade de quem está distante (mesmo quando não tem intimidade), a dificuldade de se relacionar com outras pessoas (com a transferência do afeto para a figura de um cachorro), a desilusão do primeiro amor e as diferenças sociais.
Somado ao cenário está uma revolta indo-nepalesa para quebrar o sossego dos moradores que acolheram as margens do Himalaia, quebrando a familiaridade do local.
“O Legado da Perda” tem uma narrativa leve, que descreve os locais fazendo com que o leitor se sinta dividindo com os personagens os cheiros e o espaço físico. Mesmo assim, a leitura não me prendeu. Confesso não sentir nenhuma ansiedade em retornar a leitura após fecha-lo. Apesar de bem escrito e de ter uma temática interessante, a história de Patel e Sai não me cativou.
Não tenho uma razão objetiva para afirmar isso, talvez esteja cansada de ler tantas perdas nos jornais. Por isso recomendo a leitura, que pode se tornar apaixonante para alguém.
domingo, 5 de setembro de 2010
A Consciência de Zeno
Em um segundo momento o vi como um homem perdido, preso as amarras de seu pai, sem controle do seu próprio destino por não saber tomar as próprias decisões.
Ali pelo meio da leitura fiquei com raiva desse homem fraco e hipocondríaco, cujo comportamento sem noção não o impediam de trair a esposa.
Mas no final compreendi que ele era apenas um retrato fiel das pessoas que encontramos na rua ou olhamos no espelho.
A briga com o psicanalista nada mais é do que um desabafo pelas perdas e a celebração das vitórias. Onde mentiras e verdades se misturam, e nem todos os desejos se tornam realidade.
Para os que quiserem se aventurar na irônica narrativa de Ítalo Svevo, sugiro um pouco mais de atenção no final do livro. O dia 24 de março de 1916 nos trás reflexões que podem mexer com os nossos pensamentos após o término da leitura.

domingo, 29 de agosto de 2010
A Criança Roubada
O pequeno Henry Day não imaginava que ao se esconder na floresta seria dominado por hobgoblins e substituído por um changeling.
Enquanto o verdadeiro Henry se torna um hobgoblin chamado Aniday, o changeling tenta se adaptar a vida do menino e administrar os obstáculos de ser humano.
Primeiro romance do americano Keith Donohue, “A Criança Roubada” entrelaça duas narrativas, onde a busca pelo autoconhecimento faz com que os caminhos da vítima e o seu usurpador se cruzem diversas vezes.
Denominado fábula, “A Criança Roubada” nos leva a reavaliar o relacionamento pais-filhos, o amadurecimento e a busca pessoal. Sem lição de moral, o livro tem uma forma emocional que nos torna incapazes de julgar qualquer um dos Henry’s.
Somado a isso estão a escrita clara e as referências literárias e musicais, que tornam sua leitura simplesmente deliciosa.
Em suma, “A Criança Roubada” é um conto de fadas moderno recomendado para todos os jovens e, principalmente, para os adultos.

sábado, 24 de julho de 2010
Cem Anos de Solidão
O motivo se deve ao fato dos Buendía adorarem os nomes Aureliano e José Arcadio, com isso, pipocam vários deles ao longo das páginas, circulando dentro e fora de Macondo. Ao longo da narrativa, nos deparamos com várias gerações dessa família, e por consequência irá se encontrar de tudo: inocência, supertição, ambição, guerra, amor, ódio, paixão, inveja, traição e, naturalmente, solidão.
Cem Anos de Solidão é uma história maluca e engraçada, mas que nada tem de superficial, conseguindo mostrar nas gerações de Aurelianos e Josés Arcadios as diversas faces do ser humano e da sociedade que o cerca, assim como os seus anseios e suas desilusões.
Livro para ser degustado com paciência e uma mente livre de interrupções, para se evitar de confundir o personagem citado no momento, e somente assim poder andar pelas ruas de Macondo como um legítimo estrangeiro.

terça-feira, 13 de julho de 2010
A Saga Crepúsculo
Os livros são quatro: Crepúsculo (Twilight), Lua Nova (New Moon), Eclipse (Eclipse) e Amanhecer (Breaking Dawn). Renderam até o momento três filmes e com isso muito dinheiro com merchandising, um sucesso arrebatador para seus lindos atores e muita crítica por conta de pessoas que não entendem as verdadeiras motivações das produções que é a de dar vida a aclamada história e não de ser uma superprodução.
Com uma narrativa agradável, a autora Stephenie Meyer faz o leitor se prender a saga desde o início de Crepúsculo. A carga de amor puro e celibatário, batalha de vampiros e lobisomens que fogem de tudo já falado a respeito, e algumas passagens que oscilam entre manjadas e de narrativa confusa, tornam os livros uma volta à adolescência. Já que é esta a fase onde fantasia e amor se fundem e surgem as confusões e dúvidas tais como as vividas pela protagonista Bella Swan, seu amor, o vampiro Edward e o amigo/affair, o lobo Jacob Black. Por tudo isto, a história escrita por Meyer acabou sendo sucesso não apenas entre as adolescentes, mas também entre suas mães.
A história tem início quando Bella decide dar mais privacidade a mãe e seu novo namorado e troca a ensolarada Phoenix pela chuvosa Forks, Washington. Morando com o pai Charlie, o chefe da polícia local, e freqüentando uma nova escola, ela esbarra com o estranho e reservado Edward Cullen e seus irmãos. A partir daí, espere muitas risadas, lágrimas e expectativas; algumas delas frustradas, como em Amanhecer, onde o leitor mais exigente pode se chatear com muitas resoluções óbvias na história, mas não deixará de desejar o final proposto pela autora (reforçando o envolvimento com a idéia de uma saga voltada ao amor e aos valores que cercam a temática). O livro que é bem maior que os outros três, será dividido em dois filmes nas telas.
Ler sobre amor e vampiros que brilham no sol pode não ser o tema favorito dos homens, mas vale para eles também, se não para conhecer estes fantásticos e diferentes vampiros de um fenômeno que veio para ficar, ao menos para se deixar contagiar por passagens que muito tem a ver com nossos relacionamentos no dia a dia tanto no que se refere ao amor, quanto às amizades e relações familiares. E enganam-se aqueles que acham que a castidade do velho Edward é antiquada. O que é alheio as nossas banalizadas relações, pode ser exatamente uma das razões do sucesso desta história.
sábado, 26 de junho de 2010
O Grande Gatsby
O livro de F. Scott Fitzgerald é leve e intenso. Na contra-capa, compara-se a história de Jay Gatsby a uma tragédia grega, mas eu discordo. Nick, Gatsby e Daisy são apenas um retrato de uma sociedade que impera até hoje. Superficialidade, dinheiro, poder e máscaras. Estavam nos anos de 1920 e estão em 2010.
O Grande Gatsby é uma história de amor, decepção e a busca de um sonho. É amizade, fidelidade e solidão. E acima de tudo, uma narrativa agradável em qualquer momento do dia.

domingo, 13 de junho de 2010
Resistência
Resistência inicia na invasão da bela Paris, passando pelas mudanças no cotidiano, o extermínio de livros, a criação de grupos que passaram a protestar através de jornais ilegais até chegar aos interrogatórios, torturas, fuzilamentos e trabalhos forçados. Mas ao contrário do que se possa imaginar, o livro não é trágico. Sua autora, com inteligência e ironia, consegue narrar os fatos daquela época de forma direta, às vezes debochada, mas sem nunca carregar no sentimentalismo.
Por isso é possível sentir a dor de cada perda, a angústia da saudade e a raiva por tamanha maldade, ao mesmo tempo em que se pode admirar Agnes Humbert por ter enfrentado aquele período de olhos bem abertos e cheios de expectativas.

sábado, 29 de maio de 2010
Uma Breve História do Mundo
Tendo um enfoque maior em acontecimento nos Estados Unidos e Europa, a leitura vale a pena por alguns pequenos detalhes, algumas ironias da vida que farão o leitor rir e crer que o ser humano é incoerente.
O leitor mão deve desanimar se o assunto não for aprofundado, afinal, está lendo Uma Breve História do Mundo, mas deve servir para instigar a novas pesquisas no Google ou leitura de outros livros sobre o assunto.
Mas apesar da escrita ser fácil e pontual, comparando com 1808 (já comentado nesse blog), a leitura de Uma Breve História do Mundo pode se tornar monótona e cansativa. Como se faltasse um toque de leveza para se repassar anos tão pesados.

domingo, 9 de maio de 2010
O Nome da Rosa
Resolvi reiniciar a leitura, já tendo esquecido o filme, e foi com uma enorme satisfação que Adso me encantou e alimentou a minha curiosidade.
O Guilherme da minha imaginação não tem nada de Sean Connery, embora também possua a presença forte e o charme do ator. Mas como o seu pupilo, o leitor pode notar todos os seus aspectos admiráveis e os seus defeitos.
Sem enrolar mais, vou para a história, que faz o leitor voltar ao ano de 1327 e entre um assassinato e outro, irá acompanhar pelo diálogo dos personagens os conflitos que havia entre a igreja católica e os franciscanos (onde a questão riqueza x pobreza me fez lembrar de algumas igrejas visitadas em minhas viagens).
O local dos crimes, uma abadia com uma grande biblioteca, levanta questões como o conhecimento (algo que, se formos sinceros, até hoje é uma fonte inesgotável de segredos) e o riso (sim, a divina arte de rir do outro e de si mesmo).
Para a ficção de estréia de Umberto Eco não existe um resumo adequado, a única coisa que posso dizer aos amantes da literatura, principalmente os fãs de história e de suspense, é que O Nome da Rosa é um livro obrigatório em suas vidas e um provável candidato para a sua lista de favoritos.

domingo, 25 de abril de 2010
História do Cerco de Lisboa
Foram três meses de sofrimento em uma história que parecia nunca deslanchar. Existe uma história de amor, um olhar irônico sobre o próprio país e uma filosofia sobre as palavras “sim” e “não”.
Só que nada disso livrou o livro de ser muito chato. Depois de me apaixonar por “Ensaio sobre a cegueira” (já comentado nesse blog em março de 2009), a História do Cerco de Lisboa me fez ter vontade de fugir de José Saramago.
Como disse no início, me perdoem os que gostaram, mas espero não ter que reler a história do revisor Raimundo Silva e da editora Sara nunca mais, pois a tortura será bem maior do que a do protagonista esperando ser descoberto.

sexta-feira, 23 de abril de 2010
23 de abril - Dia Mundial do Livro
Imagem: http://tertuliabibliofila.blogspot.com |
Um idoso prestes a se aposentar ou um rapaz moderno que viverá tranquilo junto à criançada?
Cedo para responder a esta questão. Enquanto isso, comemoramos hoje, dia 23 de abril, uma das poucas fontes de imortalidade conhecidas. Com direito a Dia Mundial, o livro desperta alegrias, tristeza, paixões, repúdio e ódio.
domingo, 18 de abril de 2010
O Clube do Filme
Através desses e outros filmes, David Gilmour consegue estabelecer uma relação com o seu filho, ao qual liberou de ir na escola sob a condição de assistir três filmes semanalmente e não utilizar drogas. Após cada filme, os dois discutiam sobre o que foi assistido. Gilmour comentava algumas curiosidades, e com isso abriu mais o diálogo entre pai e filho, tornando-os mais próximos nesse período.
Na opinião dessa humilde leitora, o livro trata da imaturidade do pai e da falta de limites do filho. Confesso que a história não me cativou, talvez por ter uma expectativa maior sobre o que seria abordado em relação aos filmes ou por já estar habituada a ver jovens fazerem o que bem entendem da vida e seus pais não tomarem nenhuma atitude sobre isso.

domingo, 11 de abril de 2010
1808
1808 não trás grandes novidades (talvez uma explicação sobre a origem), mas estão lá a política corrupta, a compra de títulos e o famoso jeitinho brasileiro. Focado em João VI, o rei é exibido como uma figura simpática, além de feio, medroso e indeciso. Mas o fato de ter burlado Napoleão (apesar de deixar várias riquezas em Portugal) dão um certo mérito ao homem que, sem querer, começou a mudar a cara da colônia e dar ares de país a nossa pátria.
Na orelha do livro é dito que o propósito do livro é resgatar e contar de forma acessível a história da corte portuguesa e tentar devolver aos seus protagonistas à dimensão mais correta possível dos papéis que desempenharam. O que, na minha humilde opinião, foi alcançado. Desconheço o conteúdo das aulas de História nos dias atuais, mas pra mim, foi como ampliar aquele conhecimento mínimo, dando cara e personalidade a cada um dos envolvidos no período em que tivemos um rei entre nós, além de descobrir curiosidades da época.

domingo, 28 de março de 2010
Comer, Rezar, Amar
Após enfrentar situações que a levaram ao limite, Elizabeth Gilbert (que se torna Liz para os leitores), embarca em uma jornada de auto-conhecimento na Itália, Índia e Indonésia.
Cada lugar lhe trará lembranças, sentimentos e ações que lhe incomodaram no passado e agora a deprimem. Mas ao encontrar pessoas diferentes e se deparar com outras culturas, Liz aprende e amadurece.
Não é difícil para uma mulher se identificar em algum momento com o que está sendo descrito no livro. Assim como não é impossível gostar mais de uma jornada do que de outra.
Mas existe espaço para os homens também...Comer, rezar, amar dá uma grande pista da complexidade da mente feminina. Que nada mais é do que uma alma faminta por encontrar a si mesma.

segunda-feira, 15 de março de 2010
A Maravilha no mundo de Alice
Alice no País das Maravilhas e Alice no País do Espelho
"Comece pelo começo, siga até chegar ao fim e então, pare". – Lewis Carroll em Alice no País das Maravilhas.
domingo, 14 de março de 2010
Memórias de Minhas Putas Tristes
O que tinha tudo para ser nojento e asqueroso, torna-se delicado, sensível, irônico (e por quê não) filosófico nesse pequeno (possui apenas 127 páginas) romance de Gabriel García Marques.
A história, gostosa e rápida de ler, nada mais é que o balanço da vida de um homem, que dormiu com muitas mulheres, e no momento que se preparava para encontrar a morte, se apaixona por uma ninfeta, cuja felicidade encontra-se em olha-la dormindo e a infelicidade em um ciúme doentio por alguém mais a toca-la.
E a partir daí, é difícil não se encantar por esse velho jornalista que está mais para um anti-herói do que mocinho de fotonovela.

domingo, 28 de fevereiro de 2010
Eu vivi por um sonho
Maria Rosa Cutrufelli utiliza diversas narradoras (de idades, profissões, status social diferentes) para contar a história de uma mulher que ousou escrever o que pensava no governo de Robespierre e teve como destino à guilhotina.
Só que mais do que a história de De Gouges, o livro narra com força e sensibilidade a eterna luta das mulheres para terem o seu lugar no mundo. Enfrentando a raiva dos homens, a inveja e ignorância das próprias mulheres, De Gouges dá uma bofetada em suas leitoras ao dizer que nunca alcançaremos a igualdade enquanto não aplaudirmos a nós mesmas.
Eu vivi por um sonho é um livro apaixonante, histórico, onde o uso de adjetivos não deve ser poupado. Leitura obrigatória para o público feminino, além da chance de pensarmos se honramos mulheres como Olympe nos dias de hoje.

domingo, 7 de fevereiro de 2010
Memórias de Adriano

O olho clínico não via em mim senão um amontoado de humores, tristes amálgama de linfa e sangue;
Era o homem da tribo, a encarnação de um mundo sagrado e quase terrível, de que encontrei, por vezes, vestígios junto aos necromantes etruscos.
Meu primeiro consulado foi ainda um ano de campanha, uma luta secreta, mas contínua, em favor da paz.
Se nada disse ainda sobre beleza tão definitiva, não se deve ver nessa omissão a espécie de reticência do homem irremediavelmente conquistado.
sábado, 30 de janeiro de 2010
A Distância entre Nós
Ela se consolaria e depois se odiaria pela fraqueza daquele pensamento, por ter baixado tanto os seus padrões que a ausência de violência física houvesse se tornado a definição de um bom casamento.
Nunca nos casamos apenas com uma pessoa. Casamos sempre com a família toda.
Ela mesma tinha virado uma máquina, que só existia para trabalhar e ganhar o seu salário; precisava apenas de água e comida para manter suas peças lubrificadas e funcionando.
quinta-feira, 21 de janeiro de 2010
Crime e Castigo
domingo, 17 de janeiro de 2010
A Hora da Estrela

Tudo no mundo começou com um sim. Uma molécula disse sim a outra molécula e nasceu a vida.
Só vagamente tomava conhecimento da espécie de ausência que tinha de si em si mesma.
Macabéa fingia enorme curiosidade escondendo dele que ela nunca entendia tudo muito bem e que isso era assim mesmo.
Pensar era tão difícil, ela não sabia de que jeito se pensava.
Editora Rocco