domingo, 22 de novembro de 2009

As Cidades Invisíveis

Passado, presente (e talvez futuro) se misturam nas descrições de diversas cidades que o viajante veneziano , Marco Pólo, faz em detalhes para o imperador dos tártaros Kublai Khan.

Impossibilitado de conhecer todos os lugares, que teoricamente, lhe pertencem, ele os descobre, invade e investiga através de um homem, que passa um longo tempo fora e depois retorna, cheio de histórias.

Cada cidade encontra-se em uma categoria, pode ser memória, desejo, símbolo, delgada, troca, olhos, nome, mortos, céu, oculta ou contínua. E desta forma, o livro é dividido, mostrando em cada parte suas semelhanças e diferenças. Embora a sensação de dejavu venha entre cidades de categorias diferentes.

O que parece descrições de ruas, acaba virando as diversas facetas do ser humano, deixando o leitor sem saber se as cidades são os espelhos de sua população ou se a população é um reflexo dos caminhos, muros e divisas de onde moram. Levando a crer que, no final das contas, as cidades nada mais são do que críticas as pessoas que estão por perto ou a própria humanidade.

O grande feito de Ítalo Calvino nesse livro é permitir que o leitor tire a sua própria conclusão. É possível criar teorias, ou apenas relacionar as cidades descritas com aquelas que vemos no cotidiano. Sendo-se livre para ver, refletir ou desacreditar.


4 comentários:

Karen Drago disse...

Tenho curiosidade sobre este livro! Pretendo ler...

Lívia disse...

Faz tempo que tenho vontade de ler este livro, vou colocar na fila de leituras =)

Kelli Pedroso disse...

Eu também tenho vontade de ler este livro. Talvez na próxima ida na livraria, eu adquira-o.

Kelli Pedroso disse...
Este comentário foi removido pelo autor.