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sexta-feira, 6 de junho de 2025

Apolo - Diários perdidos dos jovens deuses

 


Sinopse: O filho ensolarado de Zeus, Apolo, só quer se dedicar à lira e à poesia, mas a diversão vai ter que esperar. Estranhos acontecimentos desafiarão o deus do sol fazendo com que os dias se tornem tristes e apagados.



Apolo faz parte da coleção Diários Perdidos dos Jovens Deuses, encontrados durante uma escavação arqueológica realizada próxima a cidade grega de Arácova.

Durante o período da guerra contra os Titãs, também chamada de Titanomaquia, os jovens deuses Apolo, Atena, Hermes, Ártemis, Hefaistos, Ares e Afrodite são enviados por Zeus para estudar na escola Museion, dirigida pelas nove musas no Monte Parnaso.

Eles haviam descoberto diários perdidos dos jovens deuses da Gré cia Clássica.


Em uma mistura de conflitos tipicamente adolescentes e mitologia grega, o jovem Apólo se depara com as primeiras grandes escolhas e a dificuldade de lidar com as suas consequências.


A escrita de Rosana Rios e Antônio Schimeneck

A coleção Diários Perdidos dos Jovens Deuses busca apresentar com uma linguagem atualizada os deuses do olimpo em uma visão jovem, que mistura dramas familiares, amizades, paixões, rivalidades e o amadurecimento de cada um.

No caso de Apolo, uma das divindades mais conhecidas da mitologia grega, é buscado associar junto com os seus dramas adolescentes as características que o fizeram deus da luz e do sol, da música e da poesia e da profecia.


Os raios solares me aquecem, me dão forças, alimentam minha mente com frases alegres e versos amorosos.


Suas relações familiares com os pais Zeus e Leto e sua irmã gêmea Ártemis também são exploradas, sendo uma espécie de pequena introdução aos adolescentes nestas relações um tanto complexas.

O que faz com que a coleção seja adotada em algumas escolas para os alunos do ensino fundamental e também seja utilizado em atividades de leitura que envolvam o público infantojuvenil.


O que eu achei de Apolo

Este livro caiu em minhas mãos justamente por ter se tornado uma leitura obrigatória para a minha filha, e como ela ficou com uma péssima impressão do Apolo, eu resolvi ler também.

Com capítulos que levam o nome das estações do ano e narrativa em primeira pessoa, a escrita é realmente voltada para o público jovem, me fazendo recordar o tempo que eu lia os livros da Coleção Vagalume. Tem aventura, emoção, conflitos, tudo resolvido de forma rápida, para não afastar o leitor.

A maioria me saúda com respeito. Alguns ficam com medo. Gosto de ser recebido assim... Sou o deus da Música e o melhor arqueiro da terra!


Mas acabei em concordar que algumas posturas do jovem deus são realmente problemáticas, o que poderia abrir discussões riquíssimas em sala de aula, ao invés de apenas uma prova. 

Começo pela perseguição de Apolo a ninfa Dafne, enquanto ele se imagina namorando ela, a guria vive fugindo dele, por mais que a irmã, a deusa Ártemis, peça para ele se manter afastado. A forma como Dafne termina, sem nenhuma consequência para Apolo pode servir de paralelo ao assédio sofrido pelas mulheres nos dias atuais.

Tinha a sensação de que os ventos riam de mim; era como se as más notícias tivessem atraído mais frio para o Parnaso.


Outro ponto é a morte de Hyacintus, o humano que em uma brincadeira com o deus grego perde a vida. E mais uma vez não vemos uma consequência, além da breve culpa, de Apolo. Nos dias atuais seria muito fácil fazer um paralelo entre as pessoas mais simples e os poderosos. Onde muitas vezes em situações críticas, como já dizia uma música, uns são mais iguais que os outros.

Então acredito que sim, para ter uma ideia dos mitos gregos e até para explorar o comportamento dos mesmos em um paralelo com os dias atuais, pelo menos o livro do Apolo pode render boas conversas sobre não apenas a mitologia, mas também pelo aspecto comportamental.


Apolo - Diários perdidos dos jovens deuses
Autores: Rosana Rios e Antônio Schimeneck
Editora ama livros
2024 - 104 páginas

quinta-feira, 8 de outubro de 2020

Árvore dos desejos



Sinopse: Delicado, engraçado e profundo, Árvore dos desejos é um conto de fadas moderno sobre o poder da amizade e da empatia, mostrando que muitas vezes temos que desafiar a tradição e nossos próprios medos para defender quem mais precisa.

Red é um carvalho-vermelho-americano, também conhecida como Quercus rubra, que está com duzentos e dezesseis anos de idade. Ela faz sombra para duas casas, abriga diversos animais em suas áreas ocas e seus galhos, e é a narradora desta história.

É difícil conversar com as árvores. Não somos muito boas de papo furado.

Péssima contadora de piadas, ela viu a região surgir, imigrantes construírem casas a sua volta, e participar de uma tradição irlandesa quando uma jovem pendura no dia 1º de maio uma fita com um desejo descrito, o que primeiro gerou sorrisos ganhou admiração quando mais tarde ele é realizado. Com o passar dos anos as fitas e pedidos aumentam, do mais simples ao mais absurdo, se tornando uma tradição na comunidade.

Mas no período atual da nossa narradora, que por sinal é uma boa contadora de histórias, os dias anteriores ao 1º de maio não são harmoniosos. Uma das casas em que a árvore faz sombra se tornou lar de uma nova família, que está sendo rejeitada por todos da região. A menina que ali mora está triste e faz um desejo, ela quer ter amigos.

Todos os dias vejo gente perdida em devaneios, falando sozinha, abrindo um sorriso ou franzindo o cenho.

Em paralelo a dona das casas resolve que quer cortar Red, aproveitando que seus animais moradores somem no dia dos desejos e no seguinte devido à grande movimentação, alegando que a árvore que ali mora a séculos só dá prejuízo com suas raízes nos canos das casas que aluga.

As duas situações levam Red a quebrar uma regra das árvores: a de não falar com os seres humanos. Sim, elas possuem voz, e para realizar um desejo antes de se despedir de sua vida, ela irá contar uma história e interferir no destino dos seres humanos.

Eram tempos, como tantos outros, em que pessoas famintas e desesperadas se amontoavam em navios para vir para cá.

Recebi uma edição muito bonita da Árvore dos Desejos como mimo do aniversário do clube de assinatura de livro Intrínsecos. A capa que parece brilhar chamou a atenção da minha filha que pediu para ler, e como o livro tem uma pegada infantil e infanto-juvenil, pode ser entregue tranquilamente para uma criança de sete anos.

A história é uma fábula que mistura natureza, imigrantes, preconceitos, amizade e história familiar. Narrado em primeira pessoa pela árvore Red, misturando texto e ilustrações, deixando a história fácil e rápida de ler.

Em meio a toda a agitação do mundo à minha volta, eu continuava esperando pacientemente.

O livro é bonitinho, e salienta que quando os desejos vêm do coração, eles podem se realizar. Um livro infanto-juvenil que pode encantar pessoas de diferentes idades.


Árvore dos desejos
Wishtree
Katherine Applegate
Ilustrações: Charles Santoso
Tradução: Thaís Paiva
intrínseca
2017 - 215 páginas

quinta-feira, 17 de janeiro de 2019

A Bolsa Amarela



Sinopse: A Bolsa Amarela é o romance de uma menina que entra em conflito consigo mesma e com a família ao reprimir três grandes vontades (que ela esconde numa bolsa amarela) - a vontade de ser gente grande, a de ter nascido menino e a de se tornar escritora. A partir dessa revelação - por si mesma uma constatação à estrutura familiar tradicional em cujo meio "criança não tem vontade" - essa menina sensível e imaginativa nos conta o seu dia-a-dia, juntando o mundo real da família ao mundo criado por sua imaginação fértil e povoado de amigos secretos e fantasias. Ao mesmo tempo que se sucedem episódios reais e fantásticos, uma aventura espiritual se processa e a menina segue rumo à sua afirmação como pessoa.

Raquel é a caçula de uma família aparentemente classe média, uma menina meio criança meio pré-adolescente que tenta esconder suas três vontades que não param de crescer: de ser grande, de ser um garoto e de se tornar uma escritora.

Estas vontades são alimentadas pelo cotidiano, pela solidão de quem não tem com quem conversar e ouve de quem está na frente da televisão sobre não haver tempo para interagir com ela. Se adaptada aos tempos modernos, seria o smartphone nosso de cada dia.

Vocês podem um monte de coisa que a gente não pode. Olha: lá na escola, quando a gente tem que escolher um chefe pras brincadeiras, ele sempre é um garoto. 

E é justamente nas primeiras páginas que o leitor, independente do tamanho, irá se dar conta que está entrando em um mundo parte real, parte imaginário. Das cartas que ela escreve para seus amigos inventados (e responde em nome deles), até o surgimento da bolsa amarela usada, enviada por uma tia com mais posses, que ninguém mais da sua casa queria. 

Aliás, a grande bolsa acaba se tornando uma companheira inseparável da menina, cujo fecho muito sabido emperra nos momentos que a menina mais precisa, tornando-a praticamente um cofre para esconder aquilo que a família não deve ver.

Vi aparecer uma bolsa; todo mundo pegou, examinou, achou feia e deixou pra lá.

Nas cartas estão perguntas sobre o que ela ouve e não entende, como qual o motivo de uma mãe ter mais um filho se ela não queria mais? Sobre o fato da irmã que deveria cuida-la enquanto os demais trabalham e estudam, mas de além não deixa-la fazer nada - nem mesmo trazer amigos em casa – a deixa trancada sozinha em um apartamento no sexto andar.

Sobre as vontades, todas possuem algum motivo relacionado ao ambiente familiar. A vontade de crescer é para não entrar em conflito com a família e poder tomar as próprias decisões.  Raquel quer ser menino por ter uma criação em que o sexo masculino ser mais incentivado, ter liberdade de brincar de coisas que não são de meninas e, o mais importante, ganham o poder de decisão. E ser escritora por simplesmente gostar de inventar coisas.

Eu ia respondendo e pensando: será que eles acham que falando comigo do mesmo jeito que eles falam um com o outro eu não vou entender?

E de forma simples a menina irá aprender com os próprios conflitos, a dizer suas opiniões e compreender as próprias vontades, que tornam a bolsa amarela leve ou pesada conforme o momento que ela vive e os paradigmas que ela resolve enfrentar.

Considerado literatura infanto-juvenil é um livro que agrada e encanta leitores de todas as idades. Se para o público pré-adolescente a história mostra que não se está sozinho na confusão de sentimentos e frustrações, para os adultos pode trazer lembranças e antigas vontades que ainda pesam em algum lugar, mas que estamos tão acostumados em carregar que nem lembramos mais.

Mas aconteceu uma coisa esquisita: eu não podia parar de falar.

A narrativa em primeira pessoa nos deixa mais próximos da personagem Raquel, sendo fácil pensar por alguns momentos que Afonso, a Guarda-Chuva e o Alfinete são reais. E talvez sejam se deixarmos de lado toda a lógica para se entregar a emoção.

O livro é bonitinho, filosófico, sendo muito fácil e rápido de ler. Lygia Bojunga lançou este livro originalmente em 1976 com fortes influências de outro grande autor infanto-juvenil: Monteiro Lobato. A Bolsa Amarela agradou tanto que acabou se tornando um clássico deste nicho literário, e tirando a questão da figura masculina, ele segue mais atual do que nunca.

A Bolsa Amarela
Lygia Bojunga
Ilustrações Marie Louise Nery
Casa Lygia Bojunga
1976 – 135 páginas

segunda-feira, 5 de março de 2018

A Menina que Perdeu o Trem


Com o subtítulo de Os Fantasmas de Paranapiacaba o autor Manuel Filho utiliza da antiga vila inglesa do interior do estado de São Paulo para levar seus jovens leitores a uma aventura recheada de fantasmas.

Esta novela juvenil tem como protagonistas os garotos Abel e Fig, que em uma excursão do colégio vão até a antiga vila ferroviária construída por ingleses. Abel é apaixonado por fotografia, e na ânsia de tirar boas fotos machuca o pé em um momento de distração. Seu amigo Fig, que não é um fã de sol e trilhas decide ficar enquanto o restante da turma parte em busca de uma cachoeira.

O que parecia fim de passeio para o garoto vira o inicio de uma aventura quando seu melhor amigo derruba a câmera e fotografa um vulto no museu da estação, uma menina que diz estar esperando o pai para pegar o trem e só aparece na lente da máquina, não sendo possível enxerga-la a olho nu. Entre convencer o guia que ficou responsável por eles até conhecer Dona Augustina, muitos pontos de interrogação irão aparecer e eles só possuem duas horas para soluciona-los.

Com uma narrativa simples que permite uma leitura rápida a chave está nos mistérios que unem vivos e mortos. Sem muitos sustos, a história usa antigas lendas para mexer com a imaginação e despertar o interesse pelo desconhecido e pela cidade e seu nevoeiro, que é real e possuí várias dicas de passeio.

E as ilustrações do Marco Cena são um charme a parte, pois o seu traço deu vida aos personagens, auxiliando o leitor a percorrer o caminho com os nossos investigadores.

Para um leitor mais assíduo a rápida resolução das perguntas talvez incomode um pouco, mas no geral é o tipo de livro gostosinho para relaxar e pensar nas histórias de fantasmas que encontramos em diferentes lugares.  

A Menina que Perdeu o Trem
Os Fantasmas de Paranapiacaba
Manuel Filho
Besouro Box
2013 – 168 páginas

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

O Estudante



Eu estudava no Instituto de Educação do Paraná, em Curitiba, quando uma das professoras de português pediu para que a turma lesse o livro O Estudante da autora Adelaide Carraro. Ainda lembro da cara de espanto da minha mãe, que exigiu realizar a primeira leitura, visto que só tinha conhecimento das obras adultas de Adelaide.

Roberto é um menino de 15 anos que vê a família ser consumida por uma tragédia e as primeiras páginas relatam o encontro com a escritora, quando ele busca uma forma de prosseguir em meio à dor e para ela entrega uma carta, que se torna a narrativa do livro.

Descrita como uma estória real, logo de início o leitor irá saber que Roberto teve o irmão morto pelo próprio pai. O suficiente para atiçar a curiosidade e seguir com a leitura. O retorno ao passado vem como uma nuvem cor-de-rosa, Renato é o menino perfeito: bonito, inteligente, amado por todos. A casa em que a família Lopes Mascarenhas vive é linda, eles são ricos e felizes. 

O grande ponto do livro, que o fez virar uma leitura obrigatória entre os jovens está em um comprimido para dor de cabeça. Das medalhas para o caixão, o livro conduz muito bem a decadência do menino de ouro quando se envolve com as drogas, a mudança da nuvem de rosa para um mundo cinza, cheia de monstros e dor. A dificuldade e demora em ver o que está acontecendo. O rompimento do diálogo. Ações inesperadas. Uma família sendo despedaçada, como muitas são todos os dias independente da classe social por um mesmo motivo: drogas.

Mesmo tendo sido escrito em 1975 o livro é um alerta, que mostra gradativamente o poder das drogas em destruir vidas. Um lembrete do antigo conselho de não aceitar nada de estranhos, ou utilizar alguma droga só porque os amigos também usam. A dificuldade dos pais verem, compreenderem e até mesmo aceitarem. E o principal, que elas não distinguem classe social, cor, idade, escolaridade... as reações, sensações e dependência são as mesmas para todos.

Fica a sugestão para os leitores jovens e seus pais. Ele pode ser a porta para conversar sobre um assunto tão espinhoso, mas necessário para que outras crianças/adolescentes não tenham o mesmo fim. 

O Estudante
Adelaide Carraro
Editora Global
1975 – 127 páginas

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

Reino Grande do Sul


Procurando um livro para uma menina que apesar de brasileira nasceu em terras distantes, encontrei a coleção Reino Grande do Sul na Feira do Livro de Porto Alegre.

Substituindo a realeza por prendas e peões, histórias clássicas como Cinderela, A Pequena Sereia e o Gato de Botas ganharam hábitos da tradição gaúcha misturados com a base das originais. Além é claro de se passarem em cidades do sul do Brasil, como Tramandaí e na Fronteira.

O resultado é uma forma divertida de conhecer a cultura do Rio Grande do Sul, desde a sua gastronomia até a sua forma de falar, tanto que ao final do livro há um glossário explicando o significado de algumas palavras.

A coleção é composta por quinze títulos, e os livros são muito bem feitas, arte gráfica, ideia e estrutura. É muito legal mudar o sotaque de personagens clássicos como Rapunzel - ou melhor - Prenda de Tranças, pensar que o baile da Prendarella é no CTG, tornando a leitura interessante para todas as idades.

Reino Grande do Sul
Série Prendas e Peões
Edibook

segunda-feira, 15 de julho de 2013

Coleção Itaú de Livros Infantis


A Fundação Itaú Social tem um projeto muito legal para os pais que querem estimular a leitura em seus filhos, todos os anos eles enviam, para quem se cadastra no site, 3 livros para os pequenos de até 5 anos.

Descobri isso no ano passado e achei a ideia maravilhosa. Apesar de não ser cliente do banco, o mesmo subiu vários pontos comigo por essa iniciativa. Abaixo uma breve análise dos títulos.

Lino de André Neves conta a história de um brinquedo em uma loja que é separado de sua melhor amiga. Com belas ilustrações, é uma história muito bonitinha, ouso dizer poética, sobre amizade e como recordar quem está longe.

O Ratinho, O Morango Vermelho Maduro e o Grande Urso Esfomeado de Don e Audrey Wood. Um alerta aos leitores, você termina o livro com vontade de comer um morango bem suculento. Com belas ilustrações, o narrador brinca com o ratinho e com as crianças, enquanto o personagem se vira para conseguir ficar com o morango sem ser atacado pelo urso do título.

Poesia na Varanda de Sonia Junqueira com ilustração de Flávio Vargas. Iniciando com uma frase de Guimarães Rosa, o tema das poesias é... a própria poesia. De formas simples e delicada, conquista facilmente pequenos e grandes leitores.

Em 2013 ficarei novamente de olho. Fica a dica para quem também busca novas histórias para os seus filhos. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Nosso Muro de Berlim



Tino, Henrique e Luisinho resolvem fazer uma aposta na hora do recreio: quem consegue ficar mais tempo plantando bananeira. Os colegas fazem uma roda para ver, e na vez de Tino, ele identifica um estranho par de pernas femininas.

As pernas pertenciam a Elisa, uma aluna do mesmo colégio, mas que fica do outro lado da jabuticabeira. Ela havia ultrapassado os limites durante uma brincadeira de esconder. Ao revelar o novo mundo aos colegas de classe, todos resolveram experimentar, mas a turma que de Tino não aceitou muito bem e uma guerra estava formada, colocando em risco a existência das árvores no colégio.

Neste livro infanto-juvenil, Lino de Albergaria fala sobre as diferenças e o novo para os pequenos. Mostrando, em uma história rápida e bonitinha, que desde cedo precisamos estar abertos a conhecer novas pessoas e limites. Onde o convívio entre diferentes turmas é possível, basta não se bitolar no próprio mundinho.

Um livro bacana para as crianças lerem e os pais compartilharem.

Nosso Muro de Berlim
Lino de Albergaria
Desenhos: Paulo Bernardo
Editora FTD
Coleção Terceiras Histórias
1989 - 39 páginas