segunda-feira, 12 de outubro de 2009

O Jogo do Anjo

Carlos Ruiz Zafón nos leva novamente a Barcelona, agora em 1920, e apresenta o jovem David Martín, cuja ambição é viver da escrita e por ela acaba vivenciando o inimaginável.

O Jogo do Anjo é surpreendente. Zafón leva o leitor calmamente em uma narrativa em primeira pessoa, fazendo-o pensar que é uma nova versão de A Sombra do Vento. Mas conforme as páginas vão passando, desejos, medos e surpresas vão se apresentando.

David é um jovem escritor de livros baratos, que atendendo ao pedido de seu grande amor, acaba reescrevendo o livro de um grande e rico amigo, responsável em apoia-lo financeiramente após a morte de seu pai. Seus sentimentos tornam-se contraditórios quando o livro escrito em nome do seu amigo se torna um grande sucesso e o que possui o seu nome é rechaçado pela crítica. Nesse momento, um editor surge em sua vida, encomendando um livro misterioso que irá mudar toda a sua vida e valores.

Ao fechar o livro, é impossível desprender da história, que chega a ser surreal. O que se é capaz de fazer por dinheiro? Até que ponto mudamos por amor? O que podemos fazer para se obter a vida eterna? O que é ter fé?

Somado a isso, temos o adorável retorno à livraria Sempere e ao cemitério dos livros esquecidos, que acabam tendo parte de seus segredos revelados, enquanto David se divide entre amizade, mistério, morte e o seu único dom: a escrita.

Um comentário:

Kelli Pedroso disse...

Li a primeira obra do autor: adorei! Lembro-me, nitidamente, que foi uma leitura voraz. Após ter lido a tua resenha, fiquei louca para adquirir este livro. Certamente, irá para a minha lista de próximas aquisições. Obrigada!