domingo, 15 de maio de 2011

A Besta Humana

Na primeira página somos apresentados a Rouband, um homem aparentemente feliz com sua jovem esposa Severina. Mas uma negativa trás um antigo segredo a tona, este revelado pela mulher após uma longa e violenta surra.

Cego de ciúmes, ele obriga a mulher a ajuda-lo no assassinato do homem que abusou de Severina. Esta morte torna o casal próximo de Tiago Lantier, um homem que luta contra o desejo de assassinar as mulheres, formando um estranho triângulo amoroso.

Tendo como fundo as ferrovias francesas, “A Besta Humana” de Émile Zola explora o lado selvagem da humanidade, onde ciúmes, inveja, ambição, manipulação, mentira, sexo e vícios despertam a violência escondida em cada um.

Quando nem o amor apaga essa chama, fidelidade e moral são subjugadas, e isso torna a história de Zola assustadora, grotesca e inacreditavelmente real.

E como bônus, a imagem final é quase uma pintura, que faz o leitor segurar a respiração, obrigando-o após fechar o livro, verificar como anda a sua besta anterior.

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