domingo, 3 de julho de 2011

O Vinhedo



Poucos meses após a morte do marido, Natalie Seebring anuncia o casamento com o primeiro amor de sua vida, deixando os filhos revoltados e a forçando administrar a saída de vários funcionários.

Olívia é uma mãe solteira que busca uma escola para a filha disléxica ao mesmo tempo em que lida com o sentimento de ser rejeitada pela mãe. A oportunidade de ser assistente de Natalie no vinhedo Asquonset lhe parece uma maneira de dar um novo rumo em sua vida.

Tendo como base essas duas figuras femininas, outros personagens irão interagir com os seus problemas, mágoas, traumas e amadurecimento.

“O Vinhedo” (Editora Bertrand, 433 páginas) de Barbara Delinski me deixou sem uma opinião definida. Ao mesmo tempo em que a história de Natalie e Carl é realmente linda, deixando um desejo de que os detalhes fossem mais aprofundados, a de Olívia e Simon me pareceu um tanto superficial.

Numa tentativa de espelhar na assistente as emoções sentidas por Natalie há setenta anos atrás, faltou no segundo relacionamento toda a inocência e companheirismo natural que marcam o primeiro.

Talvez seja uma ousadia da minha parte, mas acredito que se a história fosse centrada em Natalie, uma mulher forte, de decisões firmes, mas humana, o livro poderia ter entrado para a minha lista de inesquecíveis.

Mesmo assim, “O Vinhedo” não deixa de ser uma leitura gostosa, além de ter alguns pontos interessantes sobre o papel da mulher. Pois mais do que histórias de amor, ele é a narrativa de uma mulher que quebrou paradigmas escondidas pela sombra do marido.

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