domingo, 19 de agosto de 2012

O Prisioneiro do Céu


A decisão de Fermín e Bernada se casarem traz o passado de volta, entrelaçando novamente o escritor David Martín e os Sempere. Em O Prisioneiro do Céu, Carlos Ruiz Zafón une as histórias de dois de seus livros: A Sombra do Vento e O Jogo do Anjo.

Novamente o leitor é levado pelas ruas de Barcelona, atiçando a curiosidade de conhecer mais a fundo esta cidade espanhola (fato acentuado logo de início, ao se deparar com um mapa da mesma). Os três homens da Sempere e Filhos continuam despertando a simpatia do leitor. Assim como as revelações do passado cortam o coração de Daniel e de quem as lê.

Iniciamos em dezembro de 1957, é véspera de natal, a Sempere precisa vender mais livros para que pai e filho paguem as suas contas. Fermín está com a data do casamento marcada e a cada dia mais magro, demonstrando tristeza no olhar. Mas é um estranho comprador, que compra uma edição rara de O Conte de Montecristo, o responsável por abrir a porta para o coração de Fermín, a morte de Isabella e o desejo de vingança em Daniel.

A escrita de Zafón continua rápida e cativante. Por outro lado, em comparação aos outros dois livros, O Prisioneiro do Céu, pra mim, deixou algo faltando. A aura de mistério e literatura parece enfraquecida. Várias questões parecem estar em aberto, tornando o terceiro livro uma espécie de ponte para uma quarta história que eu não sei se irá existir.

Mesmo assim, é um livro que não se pode deixar de ler. E como a ordem dos títulos não afeta o entendimento (apenas atiçam a curiosidade), fica claro que eles fazem parte de um quebra-cabeça. Resta aos fãs descobrirem se a frase “Acabou de começar” é realmente uma promessa.

O Prisioneiro do Céu Carlos Ruiz Zafón Tradução: Eliana Aguiar Editora Suma das Letras 2011 - 249 páginas

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