domingo, 18 de junho de 2017

O Códex 632



As vésperas da celebração dos 500 anos do descobrimento do Brasil, um professor morre deixando criptografada uma pesquisa encomendada por uma fundação americana sobre o assunto.

Tomás Noronha, professor de criptografia e línguas antigas, é chamado para desvendar e recuperar junto à viúva o material, e conforme ele segue os passos do antecessor descobre que o foco não era o Brasil e sim a misteriosa origem de Cristóvão Colombo.

Códex 632 trás a discussão política dos descobrimentos, assim como a história dos judeus e sua participação em importantes fatos históricos. Intrigas, laços de família, segredos e disputas se misturam nesta ficção histórica que despertam a curiosidade sobre personagens estudados na escola e muitas vezes esquecidos no decorrer do tempo.

O detalhe neste livro é que ele na realidade possui duas histórias: a da busca sobre a origem de Cristóvão Colombo e a vida pessoal do personagem, que se divide entre aulas, desvendar o mistério, filha, esposa e amante. 

A segunda seria uma justificativa para as escolhas de Tomás, se era para criar empatia, no meu caso surgiu um efeito contrário. Algumas vezes me pegava pensando que era por isso que normalmente os personagens que se envolvem em mistérios são solitários, já que a história paralela reduzia o meu ritmo de leitura e me fez achar o final do personagem feliz demais para tudo o que ele não foi para a família.

Agora se a escolha do autor foi para quebrar a figura do herói, substituindo por um homem fraco, facilmente manipulável, funcionou muito bem. Em nenhum momento a figura de Tomás faz sombra ao mistério envolvendo Cristóvão Colombo, fazendo com que o leitor quase implore para os pormenores do professor serem substituídos pelos detalhes de um homem tão misterioso.

Mas a leitura de O Códex 632 vale a pena, e ao término da leitura será irresistível dar uma pesquisada no Google sobre a origem do descobridor da América do Sul.

O Códex 632
José Rodrigues dos Santos
Editora Record
2010 - 517 páginas

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