domingo, 29 de março de 2009

O Ladrão de Arte

Adquiri O ladrão de arte por acaso, peguei na prateleira, li o seu resumo e achei interessante, já que o livro se tratava do roubo de artes escrito por um estudioso da área. Muitos anos antes havia lido “Se houver amanhã” de Sidney Sheldon, que possuía uma temática parecida, cuja heroína era uma ladra, tornando impossível não me questionar: como seria essa história nas mãos de um profissional, como Noah Charney?

Mas o livro de estréia de Charney é superficial. O autor apresenta diversos personagens conforme os roubos vão acontecendo, sem entrar em maiores detalhes. Algumas vezes, eles parecem estar dando aula sobre a história da arte (parte mais interessante na minha humilde opinião) e os porquês da indiferença das pessoas ao ser noticiado o roubo de um quadro ou escultura.

Existe a tentativa de envolver o leitor em uma teia em que roubos tão diferentes parecem estar relacionados, mas em alguns capítulos O ladrão de artes chega ser chato, e mesmo sendo um livro investigativo, não instiga o leitor a virar as páginas furiosamente para saciar a sua curiosidade. Nem o faz ficar pensando na história, após ter finalizado a leitura e ido dormir.

A soma de tudo faz o grande final passar desapercebido, pois em nenhum momento se criou intimidade suficiente com a história para separar os bonzinhos e os suspeitos. É um exemplo de livro em que a idéia é muito boa, mas que falta algo para torna-lo mais profundo e interessante.

6 comentários:

Livros de Bia disse...

Muito bom o blog de vocês!
Pode apostar que vou acompanhar sempre que der!

Qdo puderem, façam uma visitinha ao meu.
http://livrosdebia.blogspot.com

Bjs

Melqyahd disse...

O nome é interessante, mas a tua resenha fez-me não o querer ler tão logo... rs

Gostei do blog!


Um beij.O


Melqyahd.

Kelli Pedroso disse...

Já estive com este livro em mãos - ainda bem que não comprei! Adorei tua resenha, Andrea. Beijo!

Igor disse...

Discordo plenamente de você...li o livro e o achei muito interessante. É instigante, porém de uma leitura não muito fácil...portanto caso o leia sem muita concentração pode deixar passar detalhes que fariam com que gostasse mais do enredo enigmático do mesmo.

Andrea disse...

Dando uma passada geral no blog encontrei um novo comentário neste post.

Na verdade a questão é gosto, não concentração. Eu achei a leitura do Ladrão de artes extremamente fácil (forma narrativa, linguagem), mas pra mim faltava um toque, alguma coisa que me fizesse devorar as páginas. Um livro que provocou essa reação em mim, por exemplo, é O Nome da Rosa.
Mas o interessante na leitura é isso, os diferentes sentimentos que ela provoca em cada um.

Abraços

POETA disse...

não gostei leitura cansativa sem pegada literaria falta amadorecimento literario.Ao meu ver,não passa de uma aula chata de arte no ultimo horario de sexta-feira....METAFORICAMENTE DIGITANDO