terça-feira, 7 de abril de 2009

O menino do pijama listrado

O irlandês John Boyne é autor de seis romances. O menino do pijama listrado, venceu dois Irish Book Awards e foi finalista do British Book Award. Os livros de Boyne já foram traduzidos para mais de trinta idiomas.

O protagonista da obra O menino do pijama listrado chama-se Bruno. O garoto tem 9 anos e desde que deixou Berlim, juntamente com a sua família, e passou a residir num lugar praticamente deserto, tem como passatempo fazer explorações nos arredores de sua nova casa. E é numa dessas explorações que o guri conhece Shmuel. Não demora muito para que eles fiquem amigos.

Bruno é um menino ingênuo - como a maioria da sua idade. Curioso e cheio de dúvidas, dificilmente ele obtém as verdadeiras respostas. A história se passa na II Guerra Mundial.

Talvez por ser um livro direcionado ao público infanto-juvenil, a narrativa é um pouco cansativa, devido a algumas repetições.
Em 2008, o livro foi transformado em filme pela Miramax.

Na obra, Bruno - apesar de ingênuo, não somente contesta como agride seu pai. Já no filme, o menino se mostra obediente, chegando algumas vezes a ser submisso.
Nestas adaptações para o cinema, geralmente a obra literária é melhor. Mas há exceções. E esta, é uma delas.




2 comentários:

Andrea disse...

Achei uma pena um livro com essa temática, para um público juvenil, ser cansativo. Não o li, confesso que, após ler uma crítica de cinema, optei em não me aproximar, e o teu texto acabou por reforçar o fato dele ficar fora da lista de livros futuros.

Teresa Azambuya disse...

Essa história de adaptações acho bastante interessante. Geralmente, dizemos que a obra literária é sempre melhor, porque apresenta muito mais detalhes do que o filme. Primeiro, porque o filme tem uma linguagem diferente, todos sabem, o que acaba por reduzir a uma tomada de câmera páginas e páginas narradas.
Bom, nesse caso, apesar de não ter lido ou visto nem o livro nem o filme, acredito que a adaptação ganha da obra porque as repetições que mencionaste, Kelli, são substituídas por recursos mais ricos que o cinema possibilita.
Enfim, é um bom tema para análise. Valeu pela dica, já que ando garimpando e classificando alguns livros de literatura infanto-juvenil.