sábado, 13 de outubro de 2012

A Batalha do Apocalipse


O fim do mundo começou no sétimo dia. Quando Yahwed foi descansar e deixou os humanos aos cuidados dos seus arcanjos. Mas na história de Eduardo Spohr, não apenas Lúcifer inveja os homens, mas também os seus irmãos, como o príncipe dos Anjos, Miguel.
 
Entre as tentativas de eliminar com a vida na terra, onde é citado o dilúvio – aqui uma obra de Miguel e não do criador-, um pequeno grupo de anjos guerreiros se revoltam contra as ordens, sob o comando do general Ablon. Mas como os arcanjos são poderosos, eles se tornam renegados, expulsos do céu e condenados a viver na terra.
 
No céu, a luta pelo poder faz com que Lúcifer entre em batalha com Miguel, e Gabriel assuma a responsabilidade de proteger Cristo de seus irmãos. Enquanto o diabo é expulso, os renegados são caçados na terra.
 
 
Entre fugas e andanças, Ablon, o general dos renegados, vê seus seguidores morrerem e descobre o amor em uma humana, a feiticeira necromante Shamira, que possui o dom de utilizar a energia dos mortos para permanecer jovem durante vários séculos.
 
 
Mas ao final do sétimo dia é também a hora do apocalipse. E neste momento, Ablon terá que realizar muitas escolhas e descobrir em quem irá ou não confiar. Enquanto os anjos se preparam para a grande guerra dos arcanjos, para saber com quem ficará o poder, Ablon escuta tanto do demônio quanto de Gabriel propostas de aliança. Em paralelo, a terceira guerra mundial explodiu, e Nova York já desapareceu.
 
 
A Batalha do Apocalipse é uma história fantástica bem interessante. Tem a ironia de Deus estar dormindo enquanto a humanidade sofre várias tentativas de aniquilação por parte do seu principal arcanjo. Uma nova visão sobre o surgimento de Cristo, que me lembrou a ousadia de Dan Brown em O Código da Vinci, mas pela diferença de escrita, não gera nenhum protesto entre os mais religiosos. A filosofia sobre o nosso livre arbítrio, como uma lembrança de que muitas vezes colocamos no destino a responsabilidade por algo que foi de nossa própria escolha.

Por outro lado, considero exagero do José Louzeiro, que escreve a sua opinião nas orelhas do livro, comparar a história com o estilo de J.R.R. Tolkien, autor da trilogia Senhor dos Anéis. Pois em alguns momentos, Spohr exagera no inverossímil, podendo deixar o leitor mais exigente um pouco incomodado, atrapalhando assim o ritmo de leitura da história.
 
Enfim, uma história interessante, com mocinhos e bandidos, amores e ciúmes, coragem, fé e redenção. Uma boa leitura para quem gosta de história fantástica, anjos e sangue.

A Batalha do Apocalipse – Da queda dos anjos ao crepúsculo do mundo
Eduardo Spohr
Editora Versus
586 páginas

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