sábado, 11 de fevereiro de 2017

A Rainha do Sul


Sem escolhas, sem sentimentos, apenas seguir as correntes marítimas para depois descobrir onde vai estar.

Teresa Mendonza era jovem quando foi atirada neste mar e começou a correr da morte. Mulher de um piloto do tráfico de drogas, ela é automaticamente sentenciada após descobrirem uma traição dele aos seus patrões.  Sua frieza e esperteza a levam para o outro lado do oceano, com uma oportunidade de recomeçar.

Na Espanha acaba novamente se tornando mulher de transportador do tráfico, mas a mexicana como é chamada não se contenta em ficar a sombra, e no decorrer da história apenas os desatentos irão achar que ela virou a Rainha do Sul por obra do destino. A inteligência e a frieza de Teresa são o combustível para torna-la uma das mais poderosas do ramo.

Misturando fatos reais e ficção, ora narrando pela visão de Teresa, hora do autor, A Rainha do Sul coloca o leitor no mundo das drogas, circulando entre pistoleiros e políticos, os que buscam fazer um trabalho sério e os que querem viver bem. Da pobreza mexicana as mansões na Europa, estupro, acerto de contas, fidelidade, traição, O Conde de Montecristo, narcocorridos e muita droga são os recheios das mais de quinhentas páginas.

Confesso que demorei bastante para ler este livro, apesar de bem escrito, ele não captava a minha atenção, Teresa não é carismática, o que talvez explique na minha leitura, sua solidão dentro e fora das páginas. Até o momento em que ela precisa amarrar algumas pontas soltas. Neste momento pouco mais de cem páginas foram devoradas rapidamente. Quando Teresa se reencontrou eu finalmente a entendi.

A Rainha do Sul
La Reina del Sur
Arturo Pérez-Reverte
Tradução Antonio Fernando Borges
Editora Record
517 páginas - 2002

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