domingo, 13 de dezembro de 2009

Uma Vida Inventada

Com duas histórias ocorrendo em paralelo, é difícil saber o que é ficção e o que é autobiográfico no livro escrito por Maitê Proença. Se em um momento o narrador irá contar a história de uma menina que tem a vida totalmente alterada pelo fato do pai ter assassinado sua mãe, do outro, em primeira pessoa, a autora conta sobre diversas passagens de sua vida, citando a filha, familiares, amigos, amantes e aventuras.

Se o início é dramático, onde amor é ódio, e vida e morte são separados por uma linha tênue, no decorrer das páginas será possível identificar também alegria, ironia, maturidade e loucura. Levando a crer que se entregar a tudo o que a vida oferece, não significa acabar com as dúvidas. Nem que a beleza e a fama são garantias de um feliz para sempre.

Nesse momento, percebe-se que verdades e mentiras se misturam, podendo-se acreditar que tudo o que está descrito aconteceu, como imaginar que tudo não passa de um “Se” com “S” em maiúsculo mesmo.

Uma única coisa é certa, assim como quem lê, Maitê e suas personagens parecem estar na mesma busca diária: o dia de encontrar a si mesma.

Um comentário:

Karen Drago disse...

Ótima resenha!! E me fez pensar na minha busca... por mim mesma e por livros que façam a diferença! ;)