sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Diário de uma ilusão



Nathan Zuckerman é um jovem judeu que busca abrir o seu caminho profissional. E é isso que o leva até o mestre Lonoff. Enquanto Nathan vive a culpa por ter escrito um conto com base em uma história familiar, a qual provocou a fúria de seu pai e cartas de um juiz, Lonoff precisa administrar o ciúme da sua esposa pela jovem Amy, moça judia que enfrentou a guerra e foi contratada para ajudar na organização do escritor e se apaixonou pelo mesmo, sonhando em viver com ele em Florença.

Em um primeiro momento temos todo o enfoque em Nathan. Através dele é possível ter uma visão da comunidade judaica americana mais conservadora. A rapidez com que deixa de ser o filho que trazia orgulho para virar motivo de vergonha marca a sua personalidade. Mas também há teimosia no jovem, o que gera culpa e uma ideia bizarra de como atenuar a relação com os familiares.

Lonoff não deseja mudar a sua vida, nem trair o seu casamento com uma jovem, e o irônico é que quem precisa dessa amante é a esposa Hope, que se sente secundária na vida do escritor e busca uma desculpa para escapar da sua vida.

Pelo que pesquisei, Nathan Zuckerman é um álter ego do autor Philip Roth, sendo encontrado em outros títulos aos quais não lerei. E aviso que ao iniciar a escrita dessa resenha já estava preparada para as críticas.

O fato é que achei a citação há autores conhecidos, assim como o que levava o personagem Nathan Zuckerman escrever, interessantes. E foi só. Tempos atrás eu li um cronista de jornal dizendo que Roth era chato. Pois bem, Diário de uma ilusão é um porre, começando pelo título nada haver. Nem os momentos de ousadia do personagem me animaram, pois em época de 50 tons de cinza, se masturbar no sofá alheio ou subir em uma mesa para escutar a conversa do outro não chocam mais.

Confesso que só finalizei a leitura por não ter outro livro para ler, mas achei cansativo, sonolento. As páginas eram pesadas e não puxavam a minha atenção. E não me adianta dizer que necessito ler novamente, pois só o farei em caso de insônia, pois 3 páginas era sono certo pra mim.

Diário de uma ilusão (The ghost writer)
Philip Roth
Tradução: Luís Horácio da Matta
Circulo do Livro
1979 – 141 páginas

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